Dilema do Açougueiro – por Airton Nogueira

 

Dilema do Açougueiro conta uma estória sobre José, que trabalhava num açougue há 10 anos, estabelecimento esse que tinha muito movimento e tradição do bairro.

 

Entrara como balconista e nessa condição  permanecera até então. Certo dia, José vai ao dono do açougue fazer uma reclamação: “Senhor Antônio! O Senhor tem alguma queixa de mim?”

 

“Não” –  respondeu Antônio, displicentemente. – “Porque em sempre trabalhei direitinho, nunca faltei, a não ser por causa de força maior. Gostaria de saber por quê o Paulinho, que entrou há um ano ganhou o posto de gerente?

 

“José, que bom que você chegou, acabou de chegar um pedido de picanha para um churrasco, liga no frigorífico que sempre compramos e veja se ele tem.”

 

Após uns vinte minutos voltou José com a resposta negativa, de que o frigorífico não tinha picanha. – “Chama o Paulinho aqui” – “Sim Senhor” – respondeu José.

 

Antônio fala o mesmo para o Paulinho sobre o pedido. Este pergunta a quantidade e o dia da entrega? – “São 50 quilos para depois de amanhã.”

 

Em 10 minutos voltou Paulinho com a resposta: – “se fosse para hoje não tinha, mas para amanhã, não há problemas, eu já encomendei os 50 quilos, verifiquei outras faltas e amanhã vão entregar tudo junto. Só falta o endereço do cliente para mandar entregar ou se ele vem pegar aqui.”

 

“Tudo bem”, respondeu Antônio e voltando-se para o José e disse. – “o que é que você veio mesmo fazer, com este negócio da encomenda”… – Não se preocupe” – disse José ofendido com a falta de atenção, – “eu só vim pedir ‘as contas’.”

 

Moral da estória “Dilema do Açougueiro”:

 

Antônio perdeu um bom balconista e José perdeu um bom emprego. Mas a final, e você, como agiria?

 

Esta pequena estória define a competência do profissional.

 

Enfim, todos nós somos capazes.

 

Apenas precisamos estar atentos ao que nós envolve e às nossas responsabilidades com relação ao nosso desenvolvimento profissional.

 

Nós sempre teremos o desejo de galgar voos maiores.

 

Resta saber se estamos nos preparando para tanto.

 

Boa Sorte

 

Airton Nogueira – 01/11/2002